
Após sete dias da realização do ADCC 2026, que aconteceu nos dias 12 e 13 de setembro, na Polônia, podemos avaliar melhor os resultados e acontecimentos do torneio, transmitido ao vivo e com exclusividade pela FloGrappling, com todos os duelos registrados em nossos arquivos.
Tivemos campeões que perderam na primeira luta, reviravoltas após as divisões de peso, campeões defendendo o trono e atletas realizando o sonho de conquistar o ouro, após anos de entrega e dedicação.
Confira nas linhas abaixo 7 momentos que marcaram o ADCC de 2026 que já entrou para a história.
Felipe Preguiça e as lesões que o tornam ainda mais perigoso
Bicampeão do absoluto, único na história do ADCC, Felipe Preguiça atua melhor nas adversidades. Palavras dele e do irmão faixa-preta Augusto "Tio Chico". Depois de perder na semifinal +99kg e com o pé muito machucado, Felipe abriu mão da disputa do 3º lugar e não lutaria o absoluto. Tio Chico convenceu o irmão, que voltou e venceu quatro lutas até o título. O pé gravemente machucado não seria um empecilho novo: na campanha do Mundial da IBJJF, em 2018, Preguiça lesionou feio o pé, fez três lutas machucado, e conquistou o título. Mente forte para ser campeão.
Yuri Simões conquistou o ouro por lesão, mas já vencia Kaynan Duarte
Poucos atletas conhecem a regra do ADCC melhor que Yuri Simões. O estigma do azarão persiste sobre Yuri, mesmo com todos os títulos da sua carreira. Contra Kaynan, favorito do peso até 99kg e da superluta não foi diferente, mas Yuri mostrou no tatame seu valor: pressionou, andou para frente vencia nos pontos antes mesmo da lesão que tirou Kaynan da final. Méritos totais ao novo campeão da superluta, agora com todos os títulos possíveis do ADCC no seu currículo.
Ana "Baby" defendeu seu título com experiência de sobra
Única campeã a defender o seu título em 2026, Ana Carolina Vieira deu um show de experiência e pressão no ADCC. Depois de vencer Nadia Frankland e Morgan Black, Ana dominou a indigesta estreante Sarah Galvão na final. A jovem faixa-preta da Atos buscava seu primeiro título no ADCC, mas Ana chegou extremamente preparada na final. Pressionou Sarah, trouxe perigo, cansou a adversária na técnica e com muita paciência desgastou a oponente. No fim, pegou as costas e estrangulou Sarah, vingando o revés no CJI e mantendo em sua posse o trono do ADCC.
Victor Hugo: Campanha perfeita e aposentadoria
Parar no auge é o sonho de alguns atletas. Manter o legado intacto, olhando do topo da montanha. Victor Hugo fez mais do que isso no ADCC de 2026. Depois de tentar duas vezes e ser parado no primeiro dia do evento em ambas, Victor voltou ainda mais focado, fez pouco alarde de sua participação e mostrou na prática como se conquista um ouro no torneio. Quatro lutas, quatro finalizações, título anotado com 100% de aproveitamento e uma surpresa: a declaração de que não lutará mais no ADCC. Talvez seja prematura a escolha de Victor, mesmo que ele frise seus anos de preparação e a forte exigência física por se manter há tanto tempo em alto nível. Uma coisa é certa: todos querem o VH de volta no ADCC de 2028. Depende apenas dele.
Kennedy supera estatísticas e conquista missão de anos
Kennedy Maciel provou que há espaço para ateltas híbridos na era dos especialistas. Mesmo lutando com e sem kimono nesta temporada, o filho de Rubens Charles "Cobrinha" alcançou o sonho do ouro no ADCC, mas a missão vem de outros tempos. O próprio Kennedy revelou, em entrevista para a Flo após a final, que começou a ajudar o pai no ADCC de 2013. Depois de fazer parte dos camps também de 2015 e 2017, Kennedy estreou em 2019, após o pai deixar sua vaga para que Kennedy pudesse buscar seu sonho. Foram 7 anos entre o primeiro ADCC e o título maior.
Diego Pato não desiste de sua saga
Franco-favorito na chave até 66kg do ADCC de 2026, Diego Pato foi parado na semifinal para o então campeão Kennedy Maciel, na decisão. Diego tem inúmeros títulos de kimono e também sem kimono, mas no ADCC continua na busca do topo do pódio, lugar que conhece muito bem em outros torneios. Pato estreou no ADCC em 2022 com um bronze e ficou com a prata em 2024. Este ano pegou seu terceiro pódio seguido no ADCC e não pretende desistir da missão. Palavras do mesmo.
Trials no Brasil não definiram campeões
Os maiores torneios de grappling usam seletivas brasileiras como uma grande peneira, às vezes uma prévia dos melhores nomes que chegam aos seus torneios principais. Tivemos exemplos no passado, como Davi Ramos e Claudio Calasans, campeões do 77kg e do absoluto respectivamente, que vieram direto das seletivas de 2015. Neste ano de 2026, porém, a métrica foi diferente. Dos 12 brasileiros que venceram as seletivas no Rio e em São Paulo, dez foram parados na primeira luta. Apenas Roosevelt com a prata no absoluto e Mayssa Bastos, com o quarto lugar, foram além.
Assista Jiu-Jitsu na FloGrappling
A FloGrappling é a melhor plataforma para assistir aos melhores eventos de Jiu-Jitsu do mundo e obter as informações mais relevantes do esporte. Confira na FloGrappling eventos com exclusividade como:
Siga a FloGrappling Nas Redes Sociais
- Siga no Twitter / X @flograppling.
- Siga no Instagram @flograppling.
- Veja os melhores lances no YouTube.
- Curta no Facebook.