2026 ADCC World Championships Presented by FloGrappling

A missão de Felipe Preguiça para fazer história no ADCC 2026

A missão de Felipe Preguiça para fazer história no ADCC 2026

Dono dos maiores títulos do esporte, Felipe parte em busca do segunto ouro no absoluto e fala sobre ausência de Gordon Ryan

Aug 6, 2026 by Carlos Arthur Jr.
A missão de Felipe Preguiça para fazer história no ADCC 2026

Grandes nomes do grappling estão confirmados no ADCC 2026, que acontece na Polônia nos dias 12 e 13 de setembro. Entre eles, o campeoníssimo Felipe Pena "Preguiça", que mesmo acumulando os maiores títulos do Jiu-Jitsu está de volta ao ADCC, repleto de motivos para tal.

Aos 34 anos e com todos os maiores títulos do Jiu-Jitsu anotados em seu nome, tanto sem kimono quanto de pano, Preguiça tem como objetivos solidificar seu nome na história do ADCC, desafiar a nova geração e seguir ativo no que ama, que é competir no alto nível.

"Quero me tornar o único atleta a vencer o absoluto duas vezes", projetou Preguiça. "Outra motivação é lutar com essa galera nova. Nunca lutei com o Vitor Hugo, 'Big Dan' Manasoiu, os wrestlers Pouya Ramani e Ruslan Abdulaev. Quero me testar contra eles. Continuo competindo por gostar de fazer o que faço, por gostar de competir."

Confira nas linhas abaixo a entrevista com Felipe Preguiça, seus objetivos na fase atual, a possibilidade de encarar a superluta e o desejo de encarar Gordon Ryan mais uma vez. E não perca o Mundial do ADCC na Polônia em setembro, ao vivo e com exclusividade na tela da FloGrappling.

FloGrappling: Campeão peso e absoluto do ADCC e do Mundial Sem Kimono, além dos títulos de kimono. Ainda assim, você está de volta em mais uma chave do ADCC, desta vez na Polônia. O que te motiva a seguir mesmo com todos os títulos possíveis e já tendo batido os maiores nomes do evento?

Felipe Preguiça: O que me motiva são alguns títulos e conquistas que ainda quero na minha carreira. Ganhar o absoluto ADCC novamente, por exemplo. Me tornaria o único atleta a ganhar o peso aberto do ADCC duas vezes. Já conquistei todos os principais títulos do esporte com e sem kimono, já teria tranquilidade para me aposentar como atleta. Mas continuo competindo por gostar de fazer o que eu faço, por gostar de competir. 

Sou uma pessoa muito competitiva e gosto dessa rotina de treinos e de estar evoluindo um pouco todos os dias. Com um objetivo à frente, isso me desafia e me faz evoluir todos os dias. Outra motivação é lutar com essa galera nova. Na minha categoria tem vários nomes que eu nunca lutei, como o Vitor Hugo, “Big Dan” Manasoiu, os wrestlers Pouya Ramani e Ruslan Abdulaev. Quero me testar contra eles.

Qual a diferença da estratégia para lutar em eventos comuns de Jiu-Jitsu e o ADCC? Você deixa de lado outras valências para caprichar mais no wrestling ou tudo é Jiu-Jitsu? 

Para o ADCC o camp é mais intenso e desgastante, muito mais físico, porque são várias lutas. Se for disputar peso e absoluto, pode chegar a oito lutas e cada luta pode ir até 40 minutos de combate. É dificílimo fazer pontos no ADCC, então,a luta se torna, além de muito técnica, muito física também. Se você não estiver com o físico em dia, dificilmente você consegue ser campeão do ADCC, porque é bem desgastante. Isso muda bastante o camp. É um camp muito mais exaustivo, muito mais intenso e muito mais físico do que se preparar para uma superluta de Jiu-Jitsu. 

Estou treinando muito, na mesma carga de antigamente, mas de uma forma muito mais inteligente, com uma metodologia de treino que funciona melhor. Específicos que fazem sentido para cada competição. Consegui criar uma estrutura aqui em Belo Horizonte com uma metodologia de treino, uma rotina que funciona muito para eu conseguir chegar no meu ápice. 

Teremos Yuri Simões substituindo o Gordon Ryan na superluta contra o Kaynan Duarte. Sei que você e Kaynan treinam juntos eventualmente. Você aceitaria se o convite fosse feito para você ao invés do Yuri? 

Eles não chegaram a me convidar para esta superluta, mas eu e o Kainan conversamos e falamos que se pagassem uma bolsa que fizesse sentido, lutaríamos sem problema nenhum. Somos amigos e uma luta não mudaria nada. Seria tal qual um treino muito duro na academia, mas com pessoas assistindo. O Kaynan é como se fosse um irmão, mas a gente treina muito duro um com o outro. 

Gordon não pôde lutar pelos problemas de saúde. Você acha que faz falta uma figura como ele no ADCC ou o torneio vai além da imagem do Gordon? Gostaria de voltar a encarar ele?

Não ter o Gordon no ADCC e no cenário competitivo é algo negativo, apesar da rivalidade que temos. O Gordon é americano e a maioria dos eventos acontece nos Estados Unidos, tem toda uma indústria do Jiu-Jitsu lá. Os Estados Unidos são muito patriotas, então ter um campeão americano como o Gordon, um cara que fala muito e faz bom uso trash talk, traz olhos para o esporte. Além de falar, ele apresenta resultados e traz bastante atenção para o esporte, ajuda no crescimento. Sim, ele faz falta no cenário competitivo e eu gostaria de lutar com ele. Temos quatro lutas e o placar está 2 a 2. A última vitória que ele teve contra mim foi uma vitória bem polêmica, naquela regra do ADCC que muitas pessoas, inclusive eu, não entenderam aquele ponto que ele marcou. Devido à nossa história e toda nossa rivalidade, acho que merecíamos uma quinta luta para ver quem ficaria melhor nesse placar.

Menos de 20 dias antes do ADCC você vai encarar uma superluta contra o Nicholas Meregali em outro evento. A especificidade de lutar contra o Nicholas muda algo na reta final da preparação?

É bom pois eu consigo pegar um camp muito intenso de treino, que eu estou me sentindo muito bem, e ter dois grandes desafios. Aproveitar o camp não só para um evento, mas para dois eventos. São duas semanas de diferença da minha super luta e o ADCC, mas eu estou focado nos dois. Estudei bastante o jogo do Nicholas, tenho uma estratégia específica para essa luta, mas eu tenho que estar preparado em todos os sentidos para o ADCC, pois não sei com quem eu vou lutar lá. A luta com o Nicholas acaba sendo um aquecimento para o objetivo principal, que é o ADCC.


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