
Todo atleta escalado para o Mundial do ADCC tem algo em especial. Não há competidores que caíram de paraquedas por lá. Ex-campeões, atletas de renome ou vencedores das seletivas fazem as chaves do ADCC 2026, que acontece na Polônia em setembro. O brasileiro Matheus Diniz, ex-campeão da divisão, retorna ao ADCC para testar sua experiência contra a nova geração.
Com a ausência de Giancarlo Bodoni, bicampeão do ADCC na categoria de 88kg (2022, 2024), Matheus volta ao torneio com status de mais experiente, não só pelo título, mas por ser o mais velho dos postulantes, aos 33 anos. Sem competir na edição de 2024 ao integrar o CJI e após quase dois anos de hiato, Matheus chega ao ADCC apostando na sua bagagem competitiva.
“É um evento gigante, as lutas são muito intensas e, às vezes, vejo atletas se apavorando no começo”, avaliou Matheus. “A experiência sempre conta no ADCC. Claro que a força física pode ser um fator, mas a vivência fala mais alto.”
Na sua campanha do ouro, em 2019, Matheus venceu Craig Jones, Pedro Marinho, Gabriel Arges e Josh Hinger. Agora, 7 anos depois, Matheus volta ao ADCC em divisão com alguns nomes perigosos. O próprio Pedro Marinho volta com status de veterano e multicampeão sem kimono. Além dele, nomes de destaque como Jozef Chen, Pawel Jaworski e Jay Rodrigues chegam para embolar ainda mais. Para Matheus, o “grupo da morte” do ADCC está sem favoritos, mas o peso do ouro pode desequilibrar a seu favor.
“É muito difícil apontar um favorito em uma categoria como essa. Sou o único ali que já foi campeão do ADCC, mas é uma categoria complicada em um dos eventos mais difíceis de se lutar.”

Em suas duas últimas apresentações nos grandes palcos, Matheus foi parado apenas pelos campeões. Em 2022 para Giancarlo no ADCC e em 2024 para Kade Ruotolo, no CJI. Depois de dar o passo atrás, contemplar um hiato de dois anos e montar sua academia em Nova Jersey, Matheus se diz mais do que pronto para retomar seu trono no ADCC em Cracóvia.
“Não tem muito segredo no ADCC.Como em qualquer outro evento que lutei, cheguei bem preparado e com a vontade de sempre. Resolvi dar uma pausa para descansar e abrir minha academia, mas nunca deixei de acompanhar o cenário do Jiu-Jitsu nem de treinar. Essa pausa e a academia nova me motivaram bastante, continuei acompanhando tanto o Jiu-Jitsu de kimono quanto o no-gi para me manter atualizado com a nova geração e as novas posições. Tenho que estar pronto para todos. Vou dar o meu melhor para buscar mais um ouro.”
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